Sumários
O PROBLEMA DA ALTERIDADE EM ANTROPOLOGIA. O CORPO.
30 Outubro 2017, 10:00 • Maria Manuela Vasconcelos Hasse a. Silva
Segundo o estudo de Jorge Crespo A Construção do Corpo do Outro, o encontro entre os portugueses e os índios do Brasil, descrito por Pêro Vaz de Caminha, representa um momento excepcional de descoberta para o mundo e, em especial, para os portugueses. No entanto, neste encontro, o processo de descoberta reveste-se de traços inesperados pois ao descrever o habitante do Novo Mundo e as suas características algo mais é revelado nesse confronto estabelecido em termos absolutamente desiguais.
No encontro entre estas culturas, entre quaisquer culturas, a descoberta vai para além do que é esperado, das expectativas, e revela-nos a própria antropologia como um domínio de conhecimento de si.
Neste quadro, a descrição minuciosa do corpo do índio, espaço da surpresa e de sedução, revela a naturalidade, a nudez, a inocência, a ausência de Deus, a docilidade, a decoração dos corpos, como pontos de partida para a descoberta de campos inesperados. Neste estudo, destaca-se a importância de um documento histórico cuja análise antropológica nos introduz no universo espesso da Antropologia. O face a face entre o civilizado que identifica o nativo como o selvagem, a necessidade de transformação do selvagem em civilizado, a vontade de cristianizar, de tornar igual através da conversão e das maneiras civilizadas. A importância do índio na identidade europeia. O corpo índio como elemento de distinção. A dificuldade de aceitar a diversidade.
A IMITAÇÃO - O DOMÍNIO DO CULTURAL. SUA COMPLEXIDADE.
27 Outubro 2017, 09:30 • Maria Manuela Vasconcelos Hasse a. Silva
A imitação enquanto processo de cultura. A imitação enquanto processo de transmissão cultural e a questão da imitação prestigiosa,
analisada por Marcel Mauss. A imitação, e o seu estudo, no campo da
antropologia cultural e social. Dos estudos efectuados destaca-se, desde
logo, a complexidade que é subjacente ao problema e as diferentes
orientações, e também ambiguidades,inerentes ao cultural e que, no caso
da imitação, conduzem a códigos, ritos, produção e reprodução de imagens
e de sentidos, de práticas e de multiplicidades de que sobressai a
criatividade e alteração de sentidos originais, um diferencial que não
corresponde a uma reprodução que seja, necessariamente, a cópia precisa
daquilo que é, ou se assumiria, como imitado.
Nesta perspectiva, a imitação é tomada como mimesis, conceito
grego que conduz a uma pantomima, personificação, algo que aponta para
uma prática mimética, a imitação. Neste quadro, a reflexividade
constitui um conjunto de traços que apontam para uma ligação entre dois
polos, não necessariamente iguais mas equivalentes. Numa outra
perspectiva de abordagem, o que se toma como 'aquilo' a imitar, e as
possibilidades de criatividade, de re-invenção presentes numa recreação -
a cópia do original - assinalam-se outros campos que enquadram a
linguagem, o humor, a troça, o ridículo, a inversão e confronto entre o
original e a re-criação.
A instabilidade afirma-se como uma das características da mimesis, traço
que deriva da própria natureza do acto de imitar. Imita-se para
ensinar, para corrigir, para transmitir, para re-criar e inventar, para
treinar, para enfatizar. Todos estes aspectos são susceptíveis de serem
considerados quer a partir dos desportos, e da sua transmissão - ou da
transmissão da cultura através dos desportos - quer a partir de práticas
que se orientem para a dramatização enquanto jogo.
A IMITAÇÃO - O DOMÍNIO DO CULTURAL. A SUA COMPLEXIDADE.
23 Outubro 2017, 10:00 • Maria Manuela Vasconcelos Hasse a. Silva
A imitação enquanto processo de cultura. A imitação enquanto processo de transmissão cultural e a questão da imitação prestigiosa,
analisada por Marcel Mauss. A imitação, e o seu estudo, no campo da
antropologia cultural e social. Dos estudos efectuados destaca-se, desde
logo, a complexidade que é subjacente ao problema e as diferentes
orientações, e também ambiguidades,inerentes ao cultural e que, no caso
da imitação, conduzem a códigos, ritos, produção e reprodução de imagens
e de sentidos, de práticas e de multiplicidades de que sobressai a
criatividade e alteração de sentidos originais, um diferencial que não
corresponde a uma reprodução que seja, necessariamente, a cópia precisa
daquilo que é, ou se assumiria, como imitado.
Nesta perspectiva, a imitação é tomada como mimesis, conceito
grego que conduz a uma pantomima, personificação, algo que aponta para
uma prática mimética, a imitação. Neste quadro, a reflexividade
constitui um conjunto de traços que apontam para uma ligação entre dois
polos, não necessariamente iguais mas equivalentes. Numa outra
perspectiva de abordagem, o que se toma como 'aquilo' a imitar, e as
possibilidades de criatividade, de re-invenção presentes numa recreação -
a cópia do original - assinalam-se outros campos que enquadram a
linguagem, o humor, a troça, o ridículo, a inversão e confronto entre o
original e a re-criação.
A instabilidade afirma-se como uma das características da mimesis, traço
que deriva da própria natureza do acto de imitar. Imita-se para
ensinar, para corrigir, para transmitir, para re-criar e inventar, para
treinar, para enfatizar. Todos estes aspectos são susceptíveis de serem
considerados quer a partir dos desportos, e da sua transmissão - ou da
transmissão da cultura através dos desportos - quer a partir de práticas
que se orientem para a dramatização enquanto jogo.
A TÉCNICA - UM FENÓMENO DE CULTURA.
20 Outubro 2017, 09:30 • Maria Manuela Vasconcelos Hasse a. Silva
As técnicas do corpo, segundo o trabalho de Marcel-Mauss (1872-1950). A construção epistemológica da técnica do
corpo enquanto elemento de cultura. O que é uma técnica do corpo e a
sua importância do âmbito da cultura. A técnica do corpo como uma
totalidade bio-psico-social. Andar, correr, lançar, nadar, marchar,
maneiras de fazer de que os homens se servem e que variam de sociedade
para sociedade. Maneiras de fazer através das quais se manifesta uma
cultura e se transmite a cultura. A técnica é um acto tradicional e eficaz. O que significa tradicional? O que significa eficaz? Uma técnica é aquilo que se observa, e o que se observa o que significa? O significado e o significante no domínio da técnica considerada como símbolo de
cultura. A ideia de técnica associada a um instrumento, uma limitação
ao conhecimento. O caso da história grega clássica: o canto e a dança.
A técnica como habitus. De que forma podemos distinguir uma técnica de uma outra coisa qualquer?
A
proposta de classificação das técnicas e a sua diversidade no plano
mundial. O valor da técnica no processo de relação da natureza com a
cultura.
Bibliografia: indicada na aula.
A TÉCNICA - UM FENÓMENO DE CULTURA.
16 Outubro 2017, 10:00 • Maria Manuela Vasconcelos Hasse a. Silva
As técnicas do corpo, segundo o trabalho de Marcel-Mauss (1872-1950). A construção epistemológica da técnica do corpo enquanto elemento de cultura. O que é uma técnica do corpo e a sua importância do âmbito da cultura. A técnica do corpo como uma totalidade bio-psico-social. Andar, correr, lançar, nadar, marchar, maneiras de fazer de que os homens se servem e que variam de sociedade para sociedade. Maneiras de fazer através das quais se manifesta uma cultura e se transmite a cultura. A técnica é um acto tradicional e eficaz. O que significa tradicional? O que significa eficaz? Uma técnica é aquilo que se observa, e o que se observa o que significa? O significado e o significante no domínio da técnica considerada como símbolo de cultura. A ideia de técnica associada a um instrumento, uma limitação ao conhecimento. O caso da história grega clássica: o canto e a dança.
A técnica como habitus. De que forma podemos distinguir uma técnica de uma outra coisa qualquer?
A proposta de classificação das técnicas e a sua diversidade no plano mundial. O valor da técnica no processo de relação da natureza com a cultura.
Bibliografia: indicada na aula.