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O PROBLEMA DA ALTERIDADE EM ANTROPOLOGIA. O CORPO.

8 Novembro 2017, 11:00 Maria Manuela Vasconcelos Hasse a. Silva



Segundo o estudo de Jorge Crespo A Construção do Corpo do Outro, o encontro entre os portugueses e os índios do Brasil, descrito por Pêro Vaz de Caminha, representa um momento excepcional de descoberta para o mundo e, em especial, para os portugueses. No entanto, neste encontro, o processo de descoberta reveste-se de traços inesperados pois ao descrever o habitante do Novo Mundo e as suas características algo mais é revelado nesse confronto estabelecido em termos absolutamente desiguais.
No encontro entre estas culturas, entre quaisquer culturas, a descoberta vai para além do que é esperado, das expectativas, e revela-nos a própria antropologia como um domínio de conhecimento de si.
Neste quadro, a descrição minuciosa do corpo do índio, espaço da surpresa e de sedução, revela a naturalidade, a nudez, a inocência, a ausência de Deus, a docilidade, a decoração dos corpos, como pontos de partida para a descoberta de campos inesperados. Neste estudo, destaca-se a importância de um documento histórico cuja análise antropológica nos introduz no universo espesso da Antropologia. O face a face entre o civilizado que identifica o nativo como o selvagem, a necessidade de transformação do selvagem em civilizado, a vontade de cristianizar, de tornar igual através da conversão e das maneiras civilizadas. A importância do índio na identidade europeia. O corpo índio como elemento de distinção. A dificuldade de aceitar a diversidade.


O PROBLEMA DA ALTERIDADE EM ANTROPOLOGIA. O CORPO.

7 Novembro 2017, 14:00 Maria Manuela Vasconcelos Hasse a. Silva



Segundo o estudo de Jorge Crespo A Construção do Corpo do Outro, o encontro entre os portugueses e os índios do Brasil, descrito por Pêro Vaz de Caminha, representa um momento excepcional de descoberta para o mundo e, em especial, para os portugueses. No entanto, neste encontro, o processo de descoberta reveste-se de traços inesperados pois ao descrever o habitante do Novo Mundo e as suas características algo mais é revelado nesse confronto estabelecido em termos absolutamente desiguais.
No encontro entre estas culturas, entre quaisquer culturas, a descoberta vai para além do que é esperado, das expectativas, e revela-nos a própria antropologia como um domínio de conhecimento de si.
Neste quadro, a descrição minuciosa do corpo do índio, espaço da surpresa e de sedução, revela a naturalidade, a nudez, a inocência, a ausência de Deus, a docilidade, a decoração dos corpos, como pontos de partida para a descoberta de campos inesperados. Neste estudo, destaca-se a importância de um documento histórico cuja análise antropológica nos introduz no universo espesso da Antropologia. O face a face entre o civilizado que identifica o nativo como o selvagem, a necessidade de transformação do selvagem em civilizado, a vontade de cristianizar, de tornar igual através da conversão e das maneiras civilizadas. A importância do índio na identidade europeia. O corpo índio como elemento de distinção. A dificuldade de aceitar a diversidade.


A ALIMENTAÇÃO - UM COMPLEXO DE CULTURA.

7 Novembro 2017, 11:30 Maria Manuela Vasconcelos Hasse a. Silva



A alimentação é um elemento de cultura. Através da alimentação é possível conhecer uma cultura na sua totalidade. A alimentação constitui um dos indicadores de separação entre aqueles que se alimentam de produtos crus e aqueles que se alimentam de produtos cozinhados, de alimentos frios e de alimentos quentes (Lévy-Strauss). Através da alimentação é, ainda, possível conhecer a forma como o consumo dos alimentos se encontra associada a todos os sentidos (visão, olfato, tacto, paladar, audição) e não apenas ao gosto (paladar). A possibilidade de compreender a distinção social através da disposição da mesa e de todos os acessórios indispensáveis ao acto de comer, levar os alimentos à boca, cortar os diferentes alimentos, os alimentos consumidos, a selecção dos alimentos consumidos, a maneira de comer, as maneiras de estar à mesa, o equipamento para utilizar à mesa, a regularidade das refeições, a presença da religião e o ordenamento do ano de acordo com a experiência da vida religiosa.
A alimentação como um factor fundamental de educação, de transmissão de cultura. A alimentação na cultura erudita (a literatura) e na cultura popular (as festas religiosas, as festas locais, as festas familiares, a celebração de aniversários de nascimentos e de matrimónios, o cinema), um facto social total.
A vigilância e o controlo social do prazer através da alimentação, a dieta, a alimentação vegan, a alimentação vegetariana, o desenvolvimento dos estudos no domínio da nutrição. A racionalização da vida através da alimentação, dos horários alimentares, da sociabilidade associada ao acto de comer. A fast food e a slow food. O desenvolvimento da sensibilidade, da motricidade fina, de um refinamento de classe, de distinção.
A alimentação e a vida social.


A ALIMENTAÇÃO - UM COMPLEXO DE CULTURA.

6 Novembro 2017, 11:30 Maria Manuela Vasconcelos Hasse a. Silva



A alimentação é um elemento de cultura. Através da alimentação é possível conhecer uma cultura na sua totalidade. A alimentação constitui um dos indicadores de separação entre aqueles que se alimentam de produtos crus e aqueles que se alimentam de produtos cozinhados, de alimentos frios e de alimentos quentes (Lévy-Strauss). Através da alimentação é, ainda, possível conhecer a forma como o consumo dos alimentos se encontra associada a todos os sentidos (visão, olfato, tacto, paladar, audição) e não apenas ao gosto (paladar). A possibilidade de compreender a distinção social através da disposição da mesa e de todos os acessórios indispensáveis ao acto de comer, levar os alimentos à boca, cortar os diferentes alimentos, os alimentos consumidos, a selecção dos alimentos consumidos, a maneira de comer, as maneiras de estar à mesa, o equipamento para utilizar à mesa, a regularidade das refeições, a presença da religião e o ordenamento do ano de acordo com a experiência da vida religiosa.
A alimentação como um factor fundamental de educação, de transmissão de cultura. A alimentação na cultura erudita (a literatura) e na cultura popular (as festas religiosas, as festas locais, as festas familiares, a celebração de aniversários de nascimentos e de matrimónios, o cinema), um facto social total.
A vigilância e o controlo social do prazer através da alimentação, a dieta, a alimentação vegan, a alimentação vegetariana, o desenvolvimento dos estudos no domínio da nutrição. A racionalização da vida através da alimentação, dos horários alimentares, da sociabilidade associada ao acto de comer. A fast food e a slow food. O desenvolvimento da sensibilidade, da motricidade fina, de um refinamento de classe, de distinção.
A alimentação e a vida social.


O PROBLEMA DA ALTERIDADE EM ANTROPOLOGIA. O CORPO.

3 Novembro 2017, 11:00 Maria Manuela Vasconcelos Hasse a. Silva




Segundo o estudo de Jorge Crespo A Construção do Corpo do Outro, o encontro entre os portugueses e os índios do Brasil, descrito por Pêro Vaz de Caminha, representa um momento excepcional de descoberta para o mundo e, em especial, para os portugueses. No entanto, neste encontro, o processo de descoberta reveste-se de traços inesperados pois ao descrever o habitante do Novo Mundo e as suas características algo mais é revelado nesse confronto estabelecido em termos absolutamente desiguais.
No encontro entre estas culturas, entre quaisquer culturas, a descoberta vai para além do que é esperado, das expectativas, e revela-nos a própria antropologia como um domínio de conhecimento de si.
Neste quadro, a descrição minuciosa do corpo do índio, espaço da surpresa e de sedução, revela a naturalidade, a nudez, a inocência, a ausência de Deus, a docilidade, a decoração dos corpos, como pontos de partida para a descoberta de campos inesperados. Neste estudo, destaca-se a importância de um documento histórico cuja análise antropológica nos introduz no universo espesso da Antropologia. O face a face entre o civilizado que identifica o nativo como o selvagem, a necessidade de transformação do selvagem em civilizado, a vontade de cristianizar, de tornar igual através da conversão e das maneiras civilizadas. A importância do índio na identidade europeia. O corpo índio como elemento de distinção. A dificuldade de aceitar a diversidade.