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O PROBLEMA DA ALTERIDADE EM ANTROPOLOGIA. O CORPO.
3 Novembro 2017, 08:00 • Maria Manuela Vasconcelos Hasse a. Silva
Segundo o estudo de Jorge Crespo A Construção do Corpo do Outro, o
encontro entre os portugueses e os índios do Brasil, descrito por Pêro
Vaz de Caminha, representa um momento excepcional de descoberta para o
mundo e, em especial, para os portugueses. No entanto, neste encontro, o
processo de descoberta reveste-se de traços inesperados pois ao
descrever o habitante do Novo Mundo e as suas características algo mais é
revelado nesse confronto estabelecido em termos absolutamente
desiguais.
No encontro entre estas culturas, entre quaisquer culturas, a descoberta vai para além do que é esperado, das expectativas, e revela-nos a própria antropologia como um domínio de conhecimento de si.
Neste
quadro, a descrição minuciosa do corpo do índio, espaço da surpresa e
de sedução, revela a naturalidade, a nudez, a inocência, a ausência de
Deus, a docilidade, a decoração dos corpos, como pontos de partida para a
descoberta de campos inesperados. Neste estudo, destaca-se a
importância de um documento histórico cuja análise antropológica nos
introduz no universo espesso da Antropologia. O face a face entre o civilizado que identifica o nativo como o selvagem, a necessidade de transformação do selvagem em civilizado,
a vontade de cristianizar, de tornar igual através da conversão e das
maneiras civilizadas. A importância do índio na identidade europeia. O
corpo índio como elemento de distinção. A dificuldade de aceitar a
diversidade.
O PROBLEMA DA ALTERIDADE EM ANTROPOLOGIA. O CORPO.
31 Outubro 2017, 14:00 • Maria Manuela Vasconcelos Hasse a. Silva
Segundo o estudo de Jorge Crespo A Construção do Corpo do Outro, o
encontro entre os portugueses e os índios do Brasil, descrito por Pêro
Vaz de Caminha, representa um momento excepcional de descoberta para o
mundo e, em especial, para os portugueses. No entanto, neste encontro, o
processo de descoberta reveste-se de traços inesperados pois ao
descrever o habitante do Novo Mundo e as suas características algo mais é
revelado nesse confronto estabelecido em termos absolutamente
desiguais.
No encontro entre estas culturas, entre quaisquer culturas, a descoberta vai para além do que é esperado, das expectativas, e revela-nos a própria antropologia como um domínio de conhecimento de si.
Neste
quadro, a descrição minuciosa do corpo do índio, espaço da surpresa e
de sedução, revela a naturalidade, a nudez, a inocência, a ausência de
Deus, a docilidade, a decoração dos corpos, como pontos de partida para a
descoberta de campos inesperados. Neste estudo, destaca-se a
importância de um documento histórico cuja análise antropológica nos
introduz no universo espesso da Antropologia. O face a face entre o civilizado que identifica o nativo como o selvagem, a necessidade de transformação do selvagem em civilizado,
a vontade de cristianizar, de tornar igual através da conversão e das
maneiras civilizadas. A importância do índio na identidade europeia. O
corpo índio como elemento de distinção. A dificuldade de aceitar a
diversidade.
O PROBLEMA DA ALTERIDADE EM ANTROPOLOGIA. O CORPO.
31 Outubro 2017, 11:30 • Maria Manuela Vasconcelos Hasse a. Silva
Segundo o estudo de Jorge Crespo A Construção do Corpo do Outro, o
encontro entre os portugueses e os índios do Brasil, descrito por Pêro
Vaz de Caminha, representa um momento excepcional de descoberta para o
mundo e, em especial, para os portugueses. No entanto, neste encontro, o
processo de descoberta reveste-se de traços inesperados pois ao
descrever o habitante do Novo Mundo e as suas características algo mais é
revelado nesse confronto estabelecido em termos absolutamente
desiguais.
No encontro entre estas culturas, entre quaisquer culturas, a descoberta vai para além do que é esperado, das expectativas, e revela-nos a própria antropologia como um domínio de conhecimento de si.
Neste
quadro, a descrição minuciosa do corpo do índio, espaço da surpresa e
de sedução, revela a naturalidade, a nudez, a inocência, a ausência de
Deus, a docilidade, a decoração dos corpos, como pontos de partida para a
descoberta de campos inesperados. Neste estudo, destaca-se a
importância de um documento histórico cuja análise antropológica nos
introduz no universo espesso da Antropologia. O face a face entre o civilizado que identifica o nativo como o selvagem, a necessidade de transformação do selvagem em civilizado,
a vontade de cristianizar, de tornar igual através da conversão e das
maneiras civilizadas. A importância do índio na identidade europeia. O
corpo índio como elemento de distinção. A dificuldade de aceitar a
diversidade.
O PROBLEMA DA ALTERIDADE EM ANTROPOLOGIA. O CORPO.
30 Outubro 2017, 11:30 • Maria Manuela Vasconcelos Hasse a. Silva
Segundo o estudo de Jorge Crespo A Construção do Corpo do Outro, o
encontro entre os portugueses e os índios do Brasil, descrito por Pêro
Vaz de Caminha, representa um momento excepcional de descoberta para o
mundo e, em especial, para os portugueses. No entanto, neste encontro, o
processo de descoberta reveste-se de traços inesperados pois ao
descrever o habitante do Novo Mundo e as suas características algo mais é
revelado nesse confronto estabelecido em termos absolutamente
desiguais.
No encontro entre estas culturas, entre quaisquer culturas, a descoberta vai para além do que é esperado, das expectativas, e revela-nos a própria antropologia como um domínio de conhecimento de si.
Neste
quadro, a descrição minuciosa do corpo do índio, espaço da surpresa e
de sedução, revela a naturalidade, a nudez, a inocência, a ausência de
Deus, a docilidade, a decoração dos corpos, como pontos de partida para a
descoberta de campos inesperados. Neste estudo, destaca-se a
importância de um documento histórico cuja análise antropológica nos
introduz no universo espesso da Antropologia. O face a face entre o civilizado que identifica o nativo como o selvagem, a necessidade de transformação do selvagem em civilizado,
a vontade de cristianizar, de tornar igual através da conversão e das
maneiras civilizadas. A importância do índio na identidade europeia. O
corpo índio como elemento de distinção. A dificuldade de aceitar a
diversidade.
A IMITAÇÃO - O DOMÌNIO DO CULTURAL. SUA COMPLEXIDADE.
27 Outubro 2017, 11:00 • Maria Manuela Vasconcelos Hasse a. Silva
A imitação enquanto processo de cultura. A imitação enquanto processo de transmissão cultural e a questão da imitação prestigiosa,
analisada por Marcel Mauss. A imitação, e o seu estudo, no campo da
antropologia cultural e social. Dos estudos efectuados destaca-se, desde
logo, a complexidade que é subjacente ao problema e as diferentes
orientações, e também ambiguidades,inerentes ao cultural e que, no caso
da imitação, conduzem a códigos, ritos, produção e reprodução de imagens
e de sentidos, de práticas e de multiplicidades de que sobressai a
criatividade e alteração de sentidos originais, um diferencial que não
corresponde a uma reprodução que seja, necessariamente, a cópia precisa
daquilo que é, ou se assumiria, como imitado.
Nesta perspectiva, a imitação é tomada como mimesis, conceito
grego que conduz a uma pantomima, personificação, algo que aponta para
uma prática mimética, a imitação. Neste quadro, a reflexividade
constitui um conjunto de traços que apontam para uma ligação entre dois
polos, não necessariamente iguais mas equivalentes. Numa outra
perspectiva de abordagem, o que se toma como 'aquilo' a imitar, e as
possibilidades de criatividade, de re-invenção presentes numa recreação -
a cópia do original - assinalam-se outros campos que enquadram a
linguagem, o humor, a troça, o ridículo, a inversão e confronto entre o
original e a re-criação.
A instabilidade afirma-se como uma das características da mimesis, traço
que deriva da própria natureza do acto de imitar. Imita-se para
ensinar, para corrigir, para transmitir, para re-criar e inventar, para
treinar, para enfatizar. Todos estes aspectos são susceptíveis de serem
considerados quer a partir dos desportos, e da sua transmissão - ou da
transmissão da cultura através dos desportos - quer a partir de práticas
que se orientem para a dramatização enquanto jogo.